Swádhyaya

Pare por um momento e reflita: a posição que defende normalmente é uma ideia sua? Foi apropriada de outra pessoa? Entendimentos externos são necessários, porém para viver o agora devemos dar valor ao que é nosso, deixar de lado a simples reprodução de conceitos, e abrir o caminho para quem realmente somos. Na medida em que existe a expressão de si o autoconhecimento é possível.

Aprecie suas vivências, caminhe com segurança de que seu entendimento é valido mesmo que diverso dos seus pares. Desvincular-se do passado conceitual para viver o seu tempo, ao compreender quão artificial é a existência criada pelo que os outros entendem da vida, as portas do agora se abrem.
Um indivíduo que não consegue se reconhecer vive sob a máscara do entendimento de outros, a existência vazia é reflexo da artificialidade do que vive. O despir-se das máscaras conceituais tem como consequência imediata a compreensão da tolerância. O que os outros entendem é tão valoroso quanto o que você entende, porém em passos seguros você assimila e processa os acontecimentos a sua volta para trazer à tona a sua compreensão. Como toda experiência é limitada pelos filtros que o observador possui, limitados serão e são todos os conceitos.
Compreendendo isso, que inexiste verdade para a mente lógica e a percepção limitada dos sentidos, abrimos espaço para que outra forma de percepção, não mais limitada ao sensorial possa revelar-se. A intuição linear (meditação) torna-se ferramenta de constantes consultas e aperfeiçoamento individual. É o preceito ético conhecido como SWÁDHYÁYA, nos diz que o yôgin deve buscar o autoconhecimento diante da observação de si mesmo.

“Busca, fora dos livros, dentro de ti” DeRose.

Em meio à inatividade mental arrisque, experimente e veja que também pode ser um “grande” pensador. Bons estudos.

Texto: Diogo Conte
Revisão: Raphael Barros Dorneles

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